O termo beta perpétuo é utilizado para descrever aplicações que permanecem em estado de beta por período indeterminado, havendo poucos casos em que a denominação de "beta" oficialmente deixa o produto. Este recurso é usado por desenvolvedores como um sinal de que a aplicação está sempre em evolução, e permite a eles lançar novas características e funções sem a necessidade de executar testes exaustivos e demorados antes, o que permite um ciclo de desenvolvimento bem mais ágil.
Esta característica é associada a serviços e aplicações em que constantes atualizações já são parte da sua experiência de uso. De acordo com O'Reilly, o "beta perpétuo" é a evolução do ditado opensource "liberar cedo e com frequência". Neste ciclo de desenvolvimento, o software é liberado e incrementado aos poucos, enquanto ainda é usado. É comum os desenvolvedores adicionarem até três novas funcionalidades ao site diariamente, e então analisar o quanto os usuários estão utilizando as novas funções para determinar quais dever ser mantidas e quais serão descontinuadas. O usuário é tratado como co-desenvolvedor, fundamental na avaliação do software, identificação de erros e sugestão de novas funcionalidades.
Atualmente o "beta perpétuo" já é visto como característica inerente de aplicações da Web 2.0. Várias aplicações da Google, Flickr, delicious e outros têm o distinto selo de "beta" no nome de seus produtos. Apenas recentemente as aplicações da Google perderam o estado de beta, embora ainda sejam incrementadas periodicamente, mas com bem menos frequência. Segundo o desenvolvedor-chefe do Flickr, novas versões são liberadas a cada meia hora, aproximadamente. Este novo modelo de desenvolvimento é um forte concorrente ao modelo tradicional adotado pelas grandes desenvolvedoras de software, no qual leva-se até anos para que um produto seja considerado seguro para o mercado. O modelo de beta perpétuo obviamente não garante um software estável, mas seus usuários desfrutam de um intervalo muito menor entre a adição de novas características interessantes ou correções de erros, o que é um diferencial muito atraente nesta nova web onde tudo é muito imediato e rápido.
Fontes:
O'REILLY, What is Web 2.0
Wikipedia
Esta característica é associada a serviços e aplicações em que constantes atualizações já são parte da sua experiência de uso. De acordo com O'Reilly, o "beta perpétuo" é a evolução do ditado opensource "liberar cedo e com frequência". Neste ciclo de desenvolvimento, o software é liberado e incrementado aos poucos, enquanto ainda é usado. É comum os desenvolvedores adicionarem até três novas funcionalidades ao site diariamente, e então analisar o quanto os usuários estão utilizando as novas funções para determinar quais dever ser mantidas e quais serão descontinuadas. O usuário é tratado como co-desenvolvedor, fundamental na avaliação do software, identificação de erros e sugestão de novas funcionalidades.
Atualmente o "beta perpétuo" já é visto como característica inerente de aplicações da Web 2.0. Várias aplicações da Google, Flickr, delicious e outros têm o distinto selo de "beta" no nome de seus produtos. Apenas recentemente as aplicações da Google perderam o estado de beta, embora ainda sejam incrementadas periodicamente, mas com bem menos frequência. Segundo o desenvolvedor-chefe do Flickr, novas versões são liberadas a cada meia hora, aproximadamente. Este novo modelo de desenvolvimento é um forte concorrente ao modelo tradicional adotado pelas grandes desenvolvedoras de software, no qual leva-se até anos para que um produto seja considerado seguro para o mercado. O modelo de beta perpétuo obviamente não garante um software estável, mas seus usuários desfrutam de um intervalo muito menor entre a adição de novas características interessantes ou correções de erros, o que é um diferencial muito atraente nesta nova web onde tudo é muito imediato e rápido.
Fontes:
O'REILLY, What is Web 2.0
Wikipedia
A evolução contínua, com frequente adição de funcionalidades nas aplicações web me parece muito interessante, e importante para seu desenvolvimento. Atualmente, possuímos ferramentas que viabilizam a comunicação rápida - quase instâtanea - entre os desenvolvedores das aplicações e os usuários.
ReplyDeleteEstes mecanismos de comunicação - comentários em um blog, twitter, mensageiros instâtaneos, email, etc, tornaram possíveis evoluções num nível de velocidade que chegou até a influenciar a forma com que as aplicações são desenvolvidas. Hoje, temos técnicas de programação que são compatíveis com esta realidade: Método ágil, Extreme Programming, SCRUM, dentre outas.
A única coisa que eu não acho legal nisso é o nome Beta. Este é um nome já tradicionalmente associado a uma versão sujeita à mudanças por estar instável. Sei que atualmente as aplicações mudam muito, mas será que os desenvolvedores a lançam sem um controle de qualidade, sujeitas às fragilidades esperadas de uma versão beta? Imagino que não, então acho que é preciso pensar um outro nome pras versões que escape do estigma 'Beta'.
Um dos prováveis motivadores do uso de "beta perpétuo" deva ser a concorrência entre os desenvolvedores na busca da popularização (e possível venda para grandes empresas) de seus produtos. Quem lucra com isso são os usuários, com o surgimento constante de ferramentas e serviços interessantes! Parabéns pelo texto!
ReplyDeleteLeonardo Cruz
http://tccass.wordpress.com/
Essa questão do BETA gera algumas confusões ainda. Talvez a mudança da terminologia ajude, já que a forma como o software é encarado mudou. Muitas aplicações web estão em beta há tanto tempo que o fato de ser beta deixou de fazer sentido para quem usa.
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